Eu ia jogar "um caso". Joguei três seguidos. O INSONIA tem aquele efeito de episódio que termina em gancho — você diz "só mais um" e de repente amanheceu. Disponível no Google Play, ele virou o programa fixo das minhas noites insones (o nome não mente).

Noite 1 — aprendendo a desconfiar

No primeiro caso eu ainda jogava ingênuo, acreditando em todo mundo. Erro. A IA constrói personagens que mentem com elegância, e o prazer está em pegar a costura torta no meio de um depoimento perfeito.

Noite 2 — quando a mesa vira o jogo

Chamei dois amigos. Aí o INSONIA mostra a outra cara: multiplayer, com cada um tentando ler o outro enquanto a IA disfarçada se esconde entre nós. Acabou em gargalhada e paranoia — na medida certa.

Noite 3 — o final que me calou

O terceiro caso teve uma virada que me deixou olhando pra parede. Sem spoiler: digamos que a saída misteriosa de um personagem fazia todo sentido — e eu tinha ignorado a pista a noite inteira.

É raro um jogo de celular brasileiro com essa pegada autoral. Se você gosta de narrativa adulta e investigação de verdade, comece pela página do INSONIA no Google Play. A primeira saga sai de graça quando você anfitriona — sem desculpa pra não testar.